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sexta-feira, 8 de julho de 2016

Máscaras



Diferente de quando éramos criança
mostrar a cara limpa hoje não é fácil.
Não temos mais a mesma coragem
nem o olhar grácil e incontestável.
O que temos são sentimentos se degradando...
Mudou tanto a textura do nosso rosto!
Os córregos de ternura secaram
A pele perdeu o viço.
Abandonamos a inocência!
Demasiadamente distante de quem gostaríamos de ser,
não suportamos o peso do julgamento.
Laranjas apodrecidas ninguém quer colher.
Joana Tiemann

8 comentários:

  1. Muito à Manoel Bandeira, eu chamaria esse poema de 'Poema do Desencanto'. Viço e inocência são tudo. Não falta nada, quando eles se juntam. A inocência será a coisa mais bela do mundo. Mas, não te desesperes, como diria um trecho de poema inesquecível para mim, 'é melhor buscar alento nas coisas que ficaram para trás...' Penso que não serão laranjas apodrecidas, mas caídas do pé. E uma coisa e outra se confundem tão facilmente.
    É um belíssimo poema melancólico, de um doce de fruta passando... (sorriso).
    Onde encostas as mãos é mágica!
    Beijosssssssssssssssss

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  2. Ao passar pela net encontrei seu blog, estive a ver e ler alguma postagens
    é um bom blog, daqueles que gostamos de visitar, e ficar mais um pouco.
    Eu também tenho um blog, Peregrino E servo, se desejar fazer uma visita
    Ficarei radiante,mas se desejar seguir, saiba que sempre retribuo seguido
    também o seu blog. Deixo os meus cumprimentos e saudações.
    Sou António Batalha.
    A Verdade Em Poesia.

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  3. Joana foi difícil encontrar o seu blog, pois da forma como o Google colocou o sistema, se não deixarmos um link andamos ás escuras.Mas encontrei!!!
    è mais um blog de uma linda poetiza, fico feliz pois eu amo fazer poesia brincar com as palavras, falar só para mim, mas também dar-me a entender quando quero. Bjinho.

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  4. Que poema lindo, não merece ser o último, tomara que escreva mais. Boa noite

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  5. Muito bom este post.

    Arthur Claro
    http://www.arthur-claro.blogspot.com

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  6. Este comentário foi removido pelo autor.

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  7. Chego aqui cheio de saudades. Saudades de uma das melhores poetisas que eu já li na vida, consideradas todas elas. Saudades de alguns momentos em que me trouxeste extrema inspiração, admiração, reconhecimento, carinho, ternura... Ficaste quietinha já por quase um ano, e tuas postagens fazem muita falta. Porque teus poemas falam de tudo e falam poderosamente de ti mesma, de teu coração, de teus sonhos. Tu és essa poetisa incomparável, transbordando poesia; e eu, que nunca fui poeta, tornei-me poeta em teus poemas, balbuciando sozinho versos inspirados de teus versos, poemas inspirados de ti, de tuas postagens, que eu nunca postei porque não eram meus poemas, mas teus poemas em mim.
    Há um carinho platônico e respeitoso de um fã confessado em mim.
    Isto não é suficiente para muita saudade?
    Espero que estejas bem, muito bem, e muito, muito feliz.
    Não estou mais escrevendo no Overture, mas sigo num blogue só meu.
    Se algum dia resolveres inspirar teus não poucos leitores, há um entre eles que ficará muito, muito feliz.
    Um abraço carinhoso
    Teu fã incondicional
    Luc

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    1. Fico sem palavras para te agradecer. Depois de um longo tempo sem postar aqui, voltei e tratarei com mais atenção e carinho
      meu blog. Obrigada!

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