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domingo, 19 de julho de 2015

Sou Construção

Sou construção
Nada sei de destroços.
O que é que eu posso fazer
se já nasci alicerçada?
Enquanto muitos
perdem-se nas ruínas da solidão
eu me acho nos silêncios lilases
os que são um sim,
os que foram um quase.
Não me privo das ausências
elas fazem minha saudade inteira.
Sou nova para urgências
velha para o inútil.
O barulho sutil da noite me cai instigante
Minhas rimas iluminam caminhos escuros
Meu melhor poema me aguarda
em alguma gaveta do futuro.
Joana Tiemann

4 comentários:

  1. Espetacular poema. Parabéns querida e bom domingo.

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  2. Joana, confesso, seu sorriso me fez me contagiou. rs. É difícil me encontrar só, até o Sol pode ser alguém. A ausência sempre traz a saudade, mas a presença de muitos podem demonstrar a solidão. Bjinhos querida!

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  3. Lindo poema, apesar de toda singeleza carrega força nas suas linhas, lindo!
    Parabéns!!!!
    Beijo

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  4. Muito bom! Adorei!
    Estamos sempre em construção e sempre evoluindo.
    Grande abraço.


    O Poeta e a Madrugada (Prosa e Poesia)
    Dark Dreams Project (Contos de suspense e terror)

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