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sábado, 2 de agosto de 2014

Terra invernal


Tenho andado sob réstias de luz por onde fulgura a irmandade.
A busca incessante de mãos que gesticulam ternura, não é utopia.
Eu sei que é ela que salvará a humanidade.

A estrada é longa
E por toda parte vejo impiedosos articulando massacres.
Lágrimas de desafeto e sorrisos arquitetados.
O amor sendo blasfemado.
A lei maior tratada com descaso sem que haja punição.

Meu lamento não me priva de sorrisos
O que me adoece também me cura
A certeza do encontro de mãos puras intensifica meu ânimo
Minha missão neste mundo vil é espiritual.

Descalços, meus pés caminham sobre esta terra invernal.
Desejosa do calor de olhares ternos
Minha alma segue.

Joana Tiemann

10 comentários:

  1. Bom dia querida Joana.. e muitos não querem acordar não é.. ficam se debatendo com a missão que tem que seguir quando a mesma é só voltar para dentro de si mesmo e se conectar com a fonte.. uma hora todos estaremos juntos neste caminho bjs e até sempre

    Lapidando Versos

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    1. Com esperança, sempre!
      Grande Beijo, Samuel :)

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  2. Existe gente honesta, de boa índole, embora raros, já cruzaram meu caminho. Gente que nos dá uma esperança, um alento, como tênues velas no fim do túnel, no fim do mundo. Cujo raro brilho é belo em meio a escuridão. Justamente, por serem raros, são únicos, flash de retidão.

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    1. Isso me motiva...
      Obrigada, Fábio! Beijos

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  3. Por um pouquinho de nada, e teu poema também poderia intitular-se ‘Mãos...’ Porque, enquanto buscas ‘mãos que gesticulam ternura’ e tens ‘certeza do encontro de mãos puras’, a maioria esmagadora das mãos dos impiedosos estão ‘articulando massacres’. Procuras as mãos que ajudem as tuas na pregação da importância da vida, que semeiem contigo de novo todo o amor que foi arrancado de todos os terrenos do mundo. Procuras mãos que acariciem teus cabelos para que adormeças com um suspiro de esperança por um mundo melhor. Magicamente, como só os grandes poetas criam (e tu és perfeita poetisa), tu declaras que, enquanto procuras tais mãos, teus ‘pés caminham sobre essa terra invernal’. Todo teu corpo sofre: as mãos, desamparo; o coração, desalento; os pés, frio! Contudo, deveras encontrarás olhares ternos em cujo calor tua alma espera. Porque, por fim, o ser humano sempre se levantará do seu caos para uma nova esperança. E sempre há uma pequena toco em fogo, abaixo das cinzas. Muito, muito, muito belo. Beijosssssssssss

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    1. Emocionada com teu comentário, Lucas!
      Obrigada pelo carinho de sempre!

      Grande beijo!

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  4. Boa noite, Joana.
    Esse caminhar desejoso de ver calor humano creio que seja da maioria das pessoas, ainda que a humanidade tenha perdido em grande parte a essência do amor, a que nos sustenta indiscutivelmente,
    O importante é que não façamos parte dessas ideologias tão maléficas, maldosas em sua raiz.
    Que sigamos com a esperança de que podemos evoluir ainda mais e contagiar a quem estiver na mesma sintonia.
    Talvez até consigamos a abrir os olhos de pessoas que vivem nas trevas passando para a luz que aquece.
    Nada sem amor e irmandade sobrevive!
    Parabéns.
    Uma abençoada semana de paz.
    Beijos na alma.

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  5. JOANA,

    bem que você poderia me emprestar um pouquinho só desta sua incontestável competência de versejar e de uma forma tão competente como fazem a famosas rendeiras de bilros.

    E a espiritualidade sempre presente nos enleva ainda mais,acaricia nossos sentimentos e permite acreditar que definitivamente,nem tudo está perdido!

    Gosto muito desta estrada longa e se esbarro com lamentos os transformo em música,uma das maneiras de espanta-los.

    E mesmo, no mais rigorosos dos invernos,merecemos o calor das mãos humanas e de Deus.

    Um abração carioca.

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    1. Obrigada, Paulo! Fico lisonjeada com teu comentário. Beijos!

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